quarta-feira, 23 de março de 2011
Nordkyn
A península de Nordkyn na Noruega é um local onde impera o frio do árctico, natureza. Deste modo, de forma a promover a região como um destino turístico, o Neue Design Studio desenvolveu uma identidade que reflecte literalmente a natureza deste destino.
A identidade desenvolvida foi baseada no slogan “Where nature rules,” e nas estatísticas do instituto meteorológico da Noruega. A forma e as cores da marca gráfica são afectadas de acordo com as estatísticas do tempo (a direcção do vento e a temperatura). Foi desenvolvido um “logo generator” que permite aos visitantes do site “Visit Nordkyn” efectuar o download do mesmo e saber exactamente quais as condições climáticas do momento. Uma identidade dinâmica com um conceito muito forte e uma qualidade e criatividade absolutamente singulares. A identidade ao serviço da diferenciação e promoção de uma determinada região absolutamente inóspita.
MIT Media Lab
Nova Identidade Visual desenvolvida para o MIT Media Lab, inspirada na colaboração, visão de futuro e diferentes valências existentes na instituição. O conceito desenvolvido por TheGreenEyl, está assente na constante redefinição dos significados dos media e a da tecnologia actuais. Foi desenvolvido um interface através do software Processing.org, que permite a cada pessoa do laboratório escolher a sua marca gráfica para aplicação no seu cartão pessoal assim como diferentes tipos de animações que possam ser aplicadas a qualquer vídeo de apresentação do MIT Media Lab.
MIT Media Lab Identity, 2011 from readyletsgo on Vimeo.
Data: 2011
Estúdio: TheGreenEyl
Direcção Criativa e Design: Richard The, E Roon Kang
Programação e Design: Willy Sengewald
Software: Processing.org
terça-feira, 22 de março de 2011
Logótipos exclusivos - Museu de Portimão
O logótipo é a versão visual do nome de uma organização, produto, etc. É a transformação do signo verbal em signo visual. O logótipo é um signo linguístico e ao mesmo tempo gráfico, que surge pela necessidade de memorizarmos e visualizarmos o que é verbal. Tem a sua origem na tipografia e é o elemento que expressa visualmente a denominação de um produto ou serviço.
O logótipo é um signo que têm como função comunicar algo por meio de significantes tipográficos, dotado de valores expressivos e conotativos. Neste enquadramento, são diversas as gamas de tipos de signos existentes e recursos significantes, de modo a satisfazer todas as circunstâncias e as diversas existências de identificação.
São numerosas as possibilidades que existem para transformar o texto em formas visuais. Apresentamos de seguida uma série de imagens que foram captadas no Museu de Portimão no Algarve de diversos logótipos singulares e que fazem parte do nosso património cultural imaterial.
Todos os exemplos apresentados, mostram letras caligráficas e desenhadas como um todo apenas para o logótipo como uma forma exclusiva, não correspondendo a nenhuma família tipográfica estandardizada, construídas com uma maior ou menor expressão gráfica.
O logótipo é um signo que têm como função comunicar algo por meio de significantes tipográficos, dotado de valores expressivos e conotativos. Neste enquadramento, são diversas as gamas de tipos de signos existentes e recursos significantes, de modo a satisfazer todas as circunstâncias e as diversas existências de identificação.
São numerosas as possibilidades que existem para transformar o texto em formas visuais. Apresentamos de seguida uma série de imagens que foram captadas no Museu de Portimão no Algarve de diversos logótipos singulares e que fazem parte do nosso património cultural imaterial.
Todos os exemplos apresentados, mostram letras caligráficas e desenhadas como um todo apenas para o logótipo como uma forma exclusiva, não correspondendo a nenhuma família tipográfica estandardizada, construídas com uma maior ou menor expressão gráfica.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Design Thinking-Algarve

O projecto Design Thinking-Algarve constituído por António Lacerda, Bruno Rodrigues e Inês Vital foi um dos vencedores do concurso CICaixa2010, promovido pela Universidade do Algarve, CRIA e o alto patrocínio da Caixa Geral de Depósitos! Esperemos que novas portas se abram tanto a nível pessoal como ao nível do Design na região. Valeu a pena todo esforço!
Uma iniciativa do 20º aniversário Público

"O PÚBLICO pediu a 12 artistas plásticos, designers e ilustradores para reinventarem o logótipo do PÚBLICO. Ao longo dos próximos 12 meses publicaremos a proposta de cada um destes criadores que ficará visível na homepage do PÚBLICO Online durante 24 horas. No final desta iniciativa, em Março de 2011, todos os logótipos serão sujeitos à votação dos leitores. A proposta mais votada será depois publicada na primeira página da edição impressa do jornal." in Público, 21 de Março de 2011
Gostava apenas de esclarecer que não foi o logótipo que os artistas plásticos, designers e ilustradores reeinventaram, mas sim o símbolo... neste caso tipográfico... Parabéns ao Público por mais esta iniciativa.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Ideias em Caixa 2010
A Universidade do Algarve (UAlg), através do CRIA, promoveu o Concurso de Ideias para criação de empresas inovadoras “Ideias em Caixa 2010”, com o alto patrocínio da Caixa Geral de Depósitos.
Este Concurso teve como objectivo o de promover o o empreendedorismo qualificado e a inovação na região do Algarve, apoiando a criação de empresas, especialmente com base no conhecimento produzido na UAlg por alunos, investigadores e professores.
Neste contexto e dado que o objectivo deste concurso seria o de desenvolver uma empresa como consequência natural do saber acumulado e da sua incidência na comunidade académica da UAlg: alunos, investigadores e professores, apresentamos uma ideia de criar um laboratório (docente António Lacerda e discentes Inês Vital e Bruno Rodrigues do Curso de Design de Comunicação da UAlg-ESEC) e transferisse os conhecimentos de design de comunicação desenvolvidos por estes promotores e que contribuísse para o desenvolvimento económico e social da Região do Algarve.
Surge o projecto Design Thinking – Algarve.

O projecto Design Thinking - Algarve, pretende ser um gabinete prestador de serviços de design de comunicação, com uma vertente de investigação, composto por um colectivo de 3 elementos da Universidade do Algarve do Curso de Design de Comunicação (um docente e dois alunos). Este gabinete propõe a aplicação de uma nova metodologia para o design ou redesign de produtos e serviços - a metodologia Design Thinking - ferramenta colaborativa para a identificação de problemas e desenvolvimento de soluções de comunicação visual, centradas nas experiências reais e participação dos consumidores/utilizadores. Esta metodologia divide-se essencialmente em 7 etapas. A primeira etapa tem como objectivo detectar um determinado problema ao nível da comunicação de um produto/serviço. A segunda etapa (observação) analisa e tenta perceber a experiência, comportamento e utilização do produto ou serviço pelo seu consumidor/utilizador, através de entrevistas, inquéritos, utilizando o vídeo, fotografias ou inquéritos. A etapa de análise, decompõe as informações recolhidas, de modo a fornecer pistas para o desenvolvimento de novas ideias ou soluções, procurando padrões e correlações de forma a criar novos insights, identificando as necessidades e motivações dos consumidores/utilizadores. A etapa de Design, selecciona as ideias para a criação dos protótipos de modo a estabelecer novas soluções. A quinta etapa (verificação), analisa os diferentes protótipos ao nível da sua usabilidade, compreensão, eficácia, diferenciação, custos e inovação e por último, a etapa de implementação e gestão, compreende o acompanhamento da produção, implementação e gestão da nova solução (verificando se foram cumpridos os objectivos propostos).
Dado que o CICaixa 2010 decorreu em três fases sequenciais, apresentamos a nossa candidatura em Janeiro e a mesma foi seleccionada para a fase dois, que consistiu no direito à participação nos se Seminários e Oficinas de Empreendedorismo que decorreram nos dias 29/30 Jan. 2011 e 5/6 Fev. 2011). No decorrer destes dois fins-de-semana, tivemos oportunidade de assistir a palestras sobre Desenvolvimento de Produtos/Serviços e Organização de Negócios, Mercado e Crescimento do Negócio, Financiamento e Fiscalidade, proferidas por empresários e especialistas nas diferentes áreas e às oficinas de empreendedorismo, onde fomos assistidos por consultores do CRIA no sentido de elaborar o nosso plano de negócios.
Por último, apresentamos a nossa ideia e projecto a um júri de especialistas, que a irão analisar juntamente com o pré-plano de negócios entregue no dia 16 de Fevereiro. Os vencedores serão divulgados dia 14 de Março, e a sessão de entrega de prémios terá lugar dia 21 do mesmo mês.
Apesar de aguardamos ansiosamente os resultados deste concurso, foi sobretudo muito gratificante termos sido seleccionados na primeira fase, acompanhados pelos profissionais do CRIA, elementos da UAlg e por todos os colegas e profissionais que estiveram presentes neste evento.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Identidade, Marcas Gráficas e Imagem Institucional
Resumo da conferência proferida em Lisboa - CIDAG - 2010
Conferência Internacional em Design e Artes Gráficas, Desafios Tecnológicos para o Design.
António Lacerda - Universiade Técnica de Lisboa - mail@antoniolacerda.com
Norberto Chaves - norbertochaves@bymag.com
Tema: Identidade Visual Institucional
A sociedade contemporânea, constituída através dos seus espaços, pessoas, organizações e artefactos, está submersa de variadas mensagens visuais, aplicadas por sua vez em diversos suportes de comunicação. Os seus significados e reconhecimentos enquadram-se numa estrutura social, com perspectivas culturais diferenciadas e específicas. Através do desenvolvimento industrial e tecnológico, essas mensagens e o seu acesso sofrem profundas alterações, evoluem tecnicamente e desempenham funções cada vez mais complexas.
A par dessa evolução, as instituições (canais de televisão, bancos, jornais, escolas, universidades, museus, etc.) cresceram, multiplicaram-se e internacionalizaram-se, surgindo diariamente novos sistemas, subsistemas, produtos e subprodutos, com valores e identidades próprias, transmitindo inumeráveis mensagens através dos seus diversos suportes de comunicação, e por consequência com necessidades de diferenciação perante os seus concorrentes.
Estas mudanças trouxeram alterações significativas no contexto das instituições dado que através deste progresso e a par de factores de ordem estratégica, funcional ou estrutural, surgiu a necessidade de renovação das suas identidades visuais e em concreto das suas marcas gráficas. Essas marcas, com especificidades e características próprias relativamente à sua identidade visual, têm distintas responsabilidades sociais e culturais perante a imagem que projectam - imagem institucional. Temos o exemplo de diversos países, cidades, regiões ou instituições culturais, que têm desenvolvido diversos programas de identidade, com o objectivo de atraírem mais públicos, investidores ou diferenciarem as suas ofertas.
De facto, na sociedade actual, é difícil pensarmos numa actividade ou instituição que não tenha um nome, uma marca gráfica, ou mesmo um guia para os seus diferentes modos de aplicação.
A importância da identidade e da imagem emerge, atingindo uma dimensão e importância indispensável para a organização, diferenciação e expressão de necessidades das instituições, e as suas diversas características e manifestações afectam directa ou indirectamente o modo como comunicam, e o modo como os outros as percepcionam.
É dentro deste contexto, que nos pareceu relevante o desenvolvimento deste trabalho, que analisa as correlações das dimensões identidade, marcas gráficas, e as suas influências na notoriedade da imagem e qualidade percebida de uma instituição por parte dos seus diferentes públicos.
Por consequência deste enquadramento, pretendemos identificar e descrever alguns dos principais factores que contribuam para uma gestão adequada da identidade, comunicação e a imagem institucional.
Conferência Internacional em Design e Artes Gráficas, Desafios Tecnológicos para o Design.
António Lacerda - Universiade Técnica de Lisboa - mail@antoniolacerda.com
Norberto Chaves - norbertochaves@bymag.com
Tema: Identidade Visual Institucional
A sociedade contemporânea, constituída através dos seus espaços, pessoas, organizações e artefactos, está submersa de variadas mensagens visuais, aplicadas por sua vez em diversos suportes de comunicação. Os seus significados e reconhecimentos enquadram-se numa estrutura social, com perspectivas culturais diferenciadas e específicas. Através do desenvolvimento industrial e tecnológico, essas mensagens e o seu acesso sofrem profundas alterações, evoluem tecnicamente e desempenham funções cada vez mais complexas.
A par dessa evolução, as instituições (canais de televisão, bancos, jornais, escolas, universidades, museus, etc.) cresceram, multiplicaram-se e internacionalizaram-se, surgindo diariamente novos sistemas, subsistemas, produtos e subprodutos, com valores e identidades próprias, transmitindo inumeráveis mensagens através dos seus diversos suportes de comunicação, e por consequência com necessidades de diferenciação perante os seus concorrentes.
Estas mudanças trouxeram alterações significativas no contexto das instituições dado que através deste progresso e a par de factores de ordem estratégica, funcional ou estrutural, surgiu a necessidade de renovação das suas identidades visuais e em concreto das suas marcas gráficas. Essas marcas, com especificidades e características próprias relativamente à sua identidade visual, têm distintas responsabilidades sociais e culturais perante a imagem que projectam - imagem institucional. Temos o exemplo de diversos países, cidades, regiões ou instituições culturais, que têm desenvolvido diversos programas de identidade, com o objectivo de atraírem mais públicos, investidores ou diferenciarem as suas ofertas.
De facto, na sociedade actual, é difícil pensarmos numa actividade ou instituição que não tenha um nome, uma marca gráfica, ou mesmo um guia para os seus diferentes modos de aplicação.
A importância da identidade e da imagem emerge, atingindo uma dimensão e importância indispensável para a organização, diferenciação e expressão de necessidades das instituições, e as suas diversas características e manifestações afectam directa ou indirectamente o modo como comunicam, e o modo como os outros as percepcionam.
É dentro deste contexto, que nos pareceu relevante o desenvolvimento deste trabalho, que analisa as correlações das dimensões identidade, marcas gráficas, e as suas influências na notoriedade da imagem e qualidade percebida de uma instituição por parte dos seus diferentes públicos.
Por consequência deste enquadramento, pretendemos identificar e descrever alguns dos principais factores que contribuam para uma gestão adequada da identidade, comunicação e a imagem institucional.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Congresso e-design

Realizou-se em Lisboa na Culturgest, nos passados dias 6 e 7 de Novembro de 2009, o congresso e-design - Visões para o Ensino na Europa nos Novos Contextos Ambientais e Económicos.
Segundo os objectivos do Centro Português de Design, pretendia-se reunir uma task force para pensar o ensino do design, promover a reflexão sobre o ensino do design em Portugal e na Europa, contribuir para uma visão de futuro no ensino do design, estabelecer uma rede de contactos e experiências, definir estratégias de acção concertadas e aumentar a visibilidade e notoriedade das actividades em e-design.
Foram várias as unidades de ensino, de investigação, directores e coordenadores de cursos de design, professores e estudantes presentes neste congresso.
O encontro contou ainda com o apoio da BEDA - The Bureau of European Design Associations e as participações de Fernando Teixeira dos Santos (Ministro da Economia e Inovação), Henrique Cayatte (Presidente do CPD), Finn Petrén (EIDD - Design for all Europe), Carlos Hinrichsen (ICSID - International Council of Societies of Industrial Design), Norman McNally e António Câmara (CEO da YDreams).

Inserido no tema “Design para um Mundo Melhor”, desenvolvemos um paper e efectuamos a sua apresentação/comunicação no congresso no dia 07, Sábado pelas 11:40h.
Os novos desafios da identidade visual e imagem institucional das universidades | António Lacerda
Palavras chave
Identidade Visual e Imagem Institucional, Marcas Gráficas, Instituições, Universidades.
Resumo do paper
A evolução e expansão das instituições de ensino superior público e privado depois da revolução de 1974, tem sido um dos fenómenos mais marcantes da evolução do sistema social nos últimos anos em Portugal. Contudo o aumento da crise institucional por via da crise financeira acentuada nos últimos anos é um fenómeno que decorre da perda geral de prioridade das politicas sociais (educação, saúde, etc.), induzida pelos modelos económicos conhecidos como globalização neoliberal , impostos internacionalmente a partir da década de 1980. A partir do momento em que o estado decidiu reduzir o seu compromisso politico com estas instituições e a educação em geral, as universidades entraram automaticamente em crise institucional. Os sistemas universitários perderam a prioridade de utilidade pública e são agora classificados como produtos e os seus alunos como consumidores ou clientes.
Perante todos estes factores e ainda pela internacionalização do ensino superior através da livre circulação de alunos, docentes e investigadores através da unificação do ensino superior na Europa (Tratado de Bolonha), faz com que o actual paradigma e futuro destas instituições seja substituído por um paradigma “empresarial” a que devem estar sujeitas tanto as universidades públicas como as privadas. Os seus “activos intangíveis”, as suas características integradoras de identidade e a capacidade de determinar e promover uma imagem positiva nos públicos internos e externos, são fundamentais na sua organização, desenvolvimento, competitividade e inovação. Todos estes desenvolvimentos tornam mais visíveis a importância da identidade visual e da imagem na gestão destas instituições dado que contribuem para um maior reconhecimento e clarificação das mensagens produzidas para os públicos internos, externos e a sociedade em geral.
O aumento do fenómeno de concorrência entre estas instituições, a globalização, a unificação da educação no espaço europeu e as responsabilidades públicas e sociais devem fazer integrar esforços no sentido de orientar estes processos de reforma. Através desta comunicação efectuaremos uma análise das principais transformações das universidades públicas após o neoliberalismo e a globalização, procurando compreender a importância e evolução da identidade visual e da imagem destas instituições.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
As Marcas e o Poder dos Nomes

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Categoria: Naming
Data: Julho de 2009
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Ao ler o último post da redblog, “naming Rights. Something like a phenomenon”, incidindo sobre a temática dos “naming rights”, lembrei-me automaticamente de diversas situações semelhantes em Portugal. Do mesmo modo que este fenómeno tem evoluído em vários países do mundo, no nosso país são muitos os casos de alterações de nomes de eventos ou mesmo de Instituições por motivos e objectivos ligados essencialmente ao marketing e às novas estratégias de comunicação das marcas. Passamos a chamar “Liga Sagres” à Primeira divisão do campeonato português de futebol, e no que diz respeito aos nomes dos festivais de música, entramos então numa panóplia de nomes tão diversos como: Super Bock Super Rock, Optimus Alive, TMN-Festival Sudoeste, etc.
As marcas e os seus responsáveis (internos e externos) conseguem algo verdadeiramente fantástico, ao fazerem parte de nomes de eventos culturais ou desportivos com interesses públicos, demonstrando que o poder do dinheiro consegue mudar significados e vinculações dos públicos de uma forma tão rápida, que estes “mortais” apenas tem "direito ao consumo". Referindo-nos de novo ao post da redblog, será natural referir que vamos ver um concerto à sala Vodafone, ou assistir um espectáculo ao Teatro Super Bock.
Desde que as marcas perceberam que podem explorar plataformas relacionais e conexões com as emoções dos consumidores, dificilmente estas iniciativas cessarão.
Mas afinal o que é um nome? Segundo Bernsen (1994) os nomes referem-se às conexões que as coisas têm com os seres humanos, o que associamos aos mesmos, e como os lembramos. Ainda segundo este autor, um bom nome é uma porta para a identificação, reconhecimento e compreensão de um produto ou serviço. Um mau nome pode ser um contributo para associações negativas ou más interpretações por parte dos seus públicos. Nesse sentido a escolha, a alteração ou desenvolvimento de um nome é um processo de design e deve ser efectuado de uma forma estratégia e consciente.
A Identidade de uma organização ou evento inicia-se deste modo através do signo linguístico: o nome. A primeira acção de uma empresa, antes de existir fisicamente é escolher o nome e registá-lo legalmente. Segundo Costa (1999), para designarmos empresas como a Nike, Apple, etc, não desenhamos os seus símbolos. Pronunciamos ou escrevemos os nomes que as identificam.
O processo de configuração da imagem (mental) das marcas estabelece-se através de uma associação de equivalência entre a organização, o nome e a imagem gráfica. Em muitos casos (veja-se o caso da Nike) conseguimos, apenas através da visualização do símbolo gráfico, saber e associar automaticamente o nome da organização - exemplo de uma extraordinária notoriedade (Costa, 1999).
Da palavra surge o Signo Gráfico, porém os nomes são tão importantes porque são o início de todo e qualquer desenvolvimento identitário visual. O modo como os escrevemos ou transformamos em signos gráficos faz parte de outros processos entretanto abordados noutros posts.
Existem outros casos na nossa história de alteração de nomes mas por motivos políticos como é o caso de nomes de cidades. Em 1991 a cidade de Leningrado na Rússia alterou o seu nome para St. Petersburg (nome dado pelo seu fundador, Tzar Peter the Great), no sentido de marcar o fim do regime comunista, alterando por sua vez o carácter da cidade.
Voltando ao ponto principal deste tema, parece-me errado que entidades como a Sagres, Optimus, TMN ou outras, consigam alterar ou fazer parte dos nomes de eventos como o “Festival Optimus Sudoeste” ou mais recentemente para “SWtmn - Festival Sudoeste 2009”, “Sumol Summer Festival”, “Delta Tejo” ou ainda o “Sumol XL Party” (Ver fig. 1,2 e 3).

Fig. 1 - Festivais patrocinados pela TMN e Super Bock

Fig. 2 - Festivais patrocinados pela Delta e Optimus

Fig. 3 - Festivais patrocinados pela Sumol
No passado Sábado, dia 11 de Julho, o Jornal de Notícias incluía uma notícia com o título “estudo técnico aproxima cerveja e desporto” e que de acordo com um estudo científico desenvolvido pelo Professor de Fisiologia do Exercício Joan Ramon Barbany, da Universidade de Barcelona, a cerveja pode ser uma “eficaz” bebida reidratante após a prática do exercício físico segundo este investigador “A alta presença de antioxidantes” ajuda a reduzir os efeitos produzidos pelo exercício, como a fadiga ou a falta de ar. Será que a alteração do nome da “Primeira Liga Portuguesa de Futebol” para “Liga Sagres”, ou a alteração do nome da “Taça de Portugal” para “Carlsberg Cup” tem a ver com este estudo? (Ver fig. 4 e 5)

Fig. 4 - Patrocínio Sagres na 1ª Divisão de Futebol - Portugal

Fig. 5 - Patrocínio Carlsberg na Taça de Futebol - Portugal
Mas então e a “liga de Honra” ou “Segunda Divisão” fica de fora porque afinal tem o nome de “Liga Vitalis”? (Ver. Fig. 6)

Fig. 5 - Patrocínio Vitalis na 2ª Divisão de Futebol - Portugal
Existem de facto diversas formas e estratégias para atribuição de nomes para instituições, eventos ou produtos. Podemos utilizar nomes descritivos, abreviados, patronímicos, etc., dependendo da sua estratégia ou Identidade. Não me parece honesto que o poder das marcas se sobreponham aos valores sociais, culturais e com responsabilidades públicas.
Não aceito que Instituições ou Eventos públicos passem a ter nomes de marcas apenas porque tem o seu patrocínio. Afinal quais são as suas responsabilidades culturais? Porque que sou obrigado a dizer o nome de uma marca quando na verdade não o quero e ainda por cima não me reconheço com a mesma?
Fontes:
Costa, Joan (1999). La comunicación en acción. Informe sobre la nueva cultura de la gestión. Barcelona: Paidós.
Bernsen, Jens (1994). Designing names of companies and products. Denmark: Danish Design Centre.
http://www.summa.es/wordpress/?p=1220
http://en.wikipedia.org/wiki/Naming_rights
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_cultural_entities_with_sole_naming_rights
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